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Censura à Imprensa Chega ao Teatro

Amazon Watch não consegue lidar com a verdade sobre os bons trabalhos da Chevron

FrontPage Mag - Matthew Vadum 10/07/2018


Um grupo ativista de extrema esquerda chamado Amazon Watch ajudou a matar uma crítica honesta de uma peça de teatro que mostra como ambientalistas radicais realizaram um enorme ataque feroz contra a Chevron, segundo o coautor da obra.
 

A peça, chamada The $18-Billion Prize, foi escrita por Phelim McAleer e Jonathan Leaf. Este exemplo de “teatro documentário” relata aspectos da famosa batalha da companhia com ambientalistas radicais sobre uma suposta contaminação na região amazônica do Equador. Tem como base os testemunhos reais de um julgamento de corrupção, que durou seis semanas, centrado nas atividades de um advogado criminoso conhecido como Steven Donziger. Nesse julgamento, a corte determinou que uma sentença de US$18 bilhões obtida contra a Chevron foi fundamentada em suborno e chantagem de juízes no Equador.
 

Esta não foi a primeira experiência de McAleer no teatro documentário. No ano passado, sua obra teatral Ferguson, sobre a morte em agosto de 2014 do adolescente negro Michael Brown, que tentava abater o policial branco Darren Wilson com sua própria arma em Ferguson, Missouri, foi encenada em Nova York. Uma versão anterior já havia sido apresentada na Califórnia em 2015.

 

Ferguson pode ter sido uma peça de teatro, mas não era ficção. O roteiro foi elaborado a partir do testemunho do grande júri da investigação da morte de Brown. Wilson acabou sendo exonerado, mas não antes que seu nome fosse obscurecido pelos asseclas do então procurador-geral Eric Holder e pelos principais órgãos da imprensa, que quase sempre mentiam sobre os fatos do caso. As fabricações continuam no meme “mãos para cima, não atire”, que teve como base uma mentira agora comprovada de que Brown foi baleado sem provocação. O meme também ajudou o culto violento e racista do Black Lives Matter a se expandir além dos sonhos mais loucos dos seus organizadores.

 

A decisão de suprimir a crítica favorável da peça “The $18-Billion Prize” foi uma resposta a uma campanha organizada em oposição à obra teatral por um grupo ambiental de fachada relacionado ao advogado de esquerda [isto é, Donziger] que foi considerado pelas cortes federais dos Estados Unidos (distrito, apelação e Suprema) como o líder da conspiração criminal contra a Chevron”, disse Leaf à FrontPage Magazine, em um comunicado enviado por e-mail.
 

Para atingir o seu objetivo, o grupo Amazon Watch “telefonou para editores, interrompeu pelo menos uma apresentação da peça e perturbou pessoas da plateia”, disse Leaf. Paul Paz y Mino, integrante do grupo Amazon Watch, até mesmo usou o Twitter para declarar falsamente que a peça foi financiada pela Chevron e que um ex-advogado da Chevron era um “criminoso”, acrescentou Leaf.
 

O grupo Amazon Watch tem sido generosamente financiado ao longo dos anos pelo estabelecimento filantrópico de esquerda, incluindo a Fundação Tides, a Fundação Charles Stewart Mott, a Fundação John D. e Catherine T. MacArthur, a Rainforest Action Network e o Wallace Global Fund II.
 

A seguir, uma rápida revisão do processo judicial que forma a base da peça.
 

O envolvimento da Chevron na exploração de petróleo no Equador começou em 1972, quando uma predecessora corporativa, a Texaco Petroleum, iniciou operações de perfuração. A Texaco entregou o comando do projeto à Petroecuador, uma empresa administrada pelo governo, em 1993. Antes de encerrar as suas operações, a Texaco gastou US$40 milhões para remediar qualquer dano ambiental que houvesse ocorrido. Auditorias determinaram que a remediação ocorreu de forma responsável, mas, duas décadas depois, advogados ambientalistas sediados nos Estados Unidos processaram a Chevron, esperando ganhar um dinheiro rápido enquanto feriam seus inimigos da indústria energética dos Estados Unidos.
 

Os maus da esquerda ganharam, mas a vitória durou pouco.

 

Em 2011, um tribunal no Equador determinou que a Chevron era responsável por US$18 bilhões em danos por contaminação supostamente causada décadas antes pela produção de petróleo bruto. A sentença foi posteriormente reduzida para US$9,5 bilhões. Em 2014, a Corte Federal dos Estados Unidos para o Distrito Sul de Nova York concluiu que a sentença era produto de fraude e atividade de extorsão e a considerou inexequível.
 

A corte norte-americana determinou que Donziger infringiu leis de crime organizado dos Estados Unidos, cometeu extorsão, lavagem de dinheiro, fraude eletrônica, violações da Lei de Práticas de Corrupção no Exterior, manipulação de testemunhas e obstrução da justiça para obter a sentença equatoriana e para tentar encobrir seus crimes e os dos seus associados.

A corte norte-americana proibiu que Donziger e seus associados tentassem executar a sentença equatoriana nos Estados Unidos e também os proibiu que lucrassem com as suas atividades ilegais. Em 2016, a Corte de Apelações dos Estados Unidos para o Segundo Circuito confirmou por unanimidade a decisão do tribunal de primeira instância, concluindo que Donziger e sua equipe se envolveram em um “desfile de ações corruptas... incluindo coerção, fraude e suborno”.
 

É claro que não deveria ser uma surpresa para ninguém que a chamada Bay Area do estado da Califórnia seja um foco de extremismo ambientalista e hostilidade à liberdade de expressão com exceção de algumas estreitas facções de autocontemplação esquerdista, mas, às vezes, o fascismo mesquinho das estruturas politicamente corretas de esquerda ainda conseguem causar surpresas. A supressão da crítica favorável de The $18-Billion Prize ocorre à medida que a esquerda se descontrola em seus esforços desesperados para relacionar as verdades do administrador da Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos (EPA por sua sigla em inglês), Scott Pruitt, a qualquer tipo de delito, não importa o quão trivial, para desacredita-lo e removê-lo do seu cargo.
 

Neste caso, o aparecimento de uma crítica no website Theatrius, escrita por Daniel J. Kennard, um estudante de educação da Universidade da Califórnia, Berkeley, proporciona outro estudo do caso sobre como a política esquerdista envenena e corrompe tudo o que toca.

 

Após o Círculo de Críticos de São Francisco enviar um e-mail para os avaliadores a fim de esfriar a liberdade de expressão alegando que a peça era tendenciosa contra o movimento ambientalista, Kennard ficou intrigado.

 

Uma peça de teatro que denunciava todos estes delitos desprezíveis parecia agradável, então Kennard decidiu produzir uma crítica, escreveu ele na revista National Review. Ele ficou feliz pela oportunidade de ver a obra.
 

Achei a peça divertida e interessante, e estava ansioso para encontrar com o elenco e a equipe na recepção posterior à apresentação. Foi lá que conheci Phelim McAleer. Parabenizei-o e lhe disse que estava trabalhando em uma crítica da peça para o Theatrius e que tinha recebido um e-mail me avisando sobre o conteúdo da sua peça. McAleer não ficou surpreso e me disse que o grupo que havia redigido o e-mail era a ONG ambientalista Amazon Watch (que enviou membros para assistir a apresentação da noite anterior a fim de atrapalha-la). Ansioso para dar à peça o tratamento justo que suspeitava que não obtivesse em outro lugar, disse ao dramaturgo que redigiria a crítica assim que pudesse. Eu ainda não sabia no que estava me metendo.
 

O radical dos anos 60 Barry Horwitz, um professor aposentado da Universidade de Berkeley e fundador do Theatrius, não ficou satisfeito com a crítica de Kennard sobre a peça porque retratava a Chevron como uma vítima.
 

Kennard explicou:
 

Durante vários dias, troquei e-mails com Horwitz tentando chegar a um acordo sobre a minha resenha. Seus e-mails eram angustiados e longos. Ele estava preocupado por eu não ter sido suficientemente crítico com o uso seletivo das transcrições textuais de McAleer no caso do tribunal. Algumas das suas preocupações eram francamente conspiratórias - ele suspeitava que a peça tivesse patrocinadores corporativos secretos, apesar do seu financiamento coletivo transparente (até agora, a peça sequer alcançou metade da sua meta no financiamento coletivo).
 

Na minha última conversa com Horwitz, ele parecia perturbado. Ele estava dividido entre defender os princípios editoriais do Theatrius e condenar ao ostracismo uma peça que ele realmente achava que estaria “contribuindo para causas ruins”. Ele disse que essa era a coisa mais difícil que já teve que lidar no Theatrius e que estava perdendo o sono por isso. Disse a ele que relaxasse (ele estava de férias em Paris) e que estava confiante de que poderíamos chegar a um acordo.
 

No final, Horwitz recusou-se a publicar a crítica de Kennard porque, em suas palavras, “seria perigoso” dar atenção a tal peça.
 

Em vez disso, o website Theatrius publicou uma crítica duvidosa escrita por outra pessoa que enviou para assistir à peça, alegando que a plateia já parecia “politicamente convencida” ou poderia ter sido formada por indivíduos plantados pela Chevron.
 

Deixemos que os esquerdistas se sintam mais confortáveis ??no mundo da fantasia do que com a realidade.

 

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