Sobre o caso Chevron

O Envolvimento da Amazon Watch na fraude e extorsão contra a Chevron

The Amazon Post 08/06/2015

Por mais de uma década, a Amazon Watch - uma organização sem fins lucrativos de Oakland, Califórnia, desempenhou um papel importante no esquema fraudulento e chantagista contra a Chevron. Trabalhando próxima ao principal advogado dos demandantes equatorianos, Steven Donziger, a Amazon Watch perpetrou uma campanha de propaganda falsa e enganosa contra a Chevron, seus executivos e membros do conselho, inclusive impelindo a SEC (Securities and Exchange Commission) e outras entidades governamentais a “investigar” a Chevron, e enganando e conspirando com acionistas institucionais, como auditores estatais, para patrocinar resoluções de acionistas destinadas a pressionar a Chevron a pagar bilhões para resolver o fraudulento litígio equatoriano. A Amazon Watch também apoiou os esforços dos demandantes equatorianos para pressionar o tribunal equatoriano. A Amazon Watch foi muito bem recompensada financeiramente por sua aliança com os demandantes equatorianos, recebendo mais de meio milhão de dólares em doações feitas por simpatizantes dos demandantes equatorianos.

Como descreveu Leila Salazar-López, diretora executiva da Amazon Watch, a estratégia é “aumentar a pressão contra a Chevron por vários meios, como as resoluções dos acionistas, cobertura da grande mídia e grandes investigações através, por exemplo, da Securities and Exchange Commission (SEC)”. Anexos 1 , 2 a 74. Donziger descreveu a Amazon Watch como tendo “desempenhado um papel absolutamente fundamental neste processo... Se não fosse por eles, seria apenas um caso jurídico, mas por causa do trabalho de pessoas que se importam, você sabe, especialmente a Amazon Watch, nós somos uma campanha que tem um caso jurídico. E eu acho... que, hum, o dano que a Amazon Watch pode causar para a Chevron em muitos aspectos é muito maior do que o dano que nós podemos causar...” Anexos 3, 4 a 350. Para esse fim, Donziger usou a Amazon Watch e seu status de isenção de impostos para colocar um rosto aparentemente independente sobre a extorsão e fraude. Donziger escreveu -em segredo- comunicados para a imprensa e cartas em nome da “Amazon Watch” atacando a Chevron. Quando a Amazon Watch se queixou de que “não estava lá apenas para assinar comunicados para a imprensa” Donziger rebateu afirmando que ele era “a autoridade final”, e que, “nós podemos ser colaboradores, mas não no mesmo nível”. Anexo 5; Anexo 6.

A ex-diretora executiva da Amazon Watch, Atossa Soltani, admitiu em vídeo que as táticas utilizadas pela equipe dos demandantes equatorianos para pressionar o tribunal equatoriano eram “ilegais”, alertando que “é ilegal conspirar para violar a lei”, e perguntando se alguém poderia “intimar esses vídeos”. Anexos 32, 33 em 422-23. Não é de estranhar, então, que, apesar do profundo envolvimento da Amazon Watch no esquema fraudulento, ninguém da empresa tenha aparecido para defendê-la no julgamento federal de extorsão contra Donziger. Embora Soltani, Mitch Anderson e outros da Amazon Watch terem aparecido como espectadores no julgamento, e Soltani ter sido identificada como uma testemunha para Donziger, na hora do depoimento ela alegou que estava “em algum lugar distante” e nunca testemunhou sob juramento para defender a conduta de Donziger ou da Amazon Watch. Anexo 34 em 1860: 1-3, 2858:9-14.

Quando o tribunal emitiu uma decisão no caso RICO em março de 2014, foi revelado que a Amazon Watch tinha participado do esquema extorsivo: “a Amazon Watch... trabalhou com Donziger e outros... para apoiar e divulgar a ação judicial e para pressionar a Chevron. Para isso, a organização colaborou com os demandantes de Lago Agrio (LAPs) para fazer lobby junto a agências reguladoras e autoridades eleitas, buscou apoio entre os acionistas da Chevron para um acordo, e procurou a atenção da mídia por meio de comunicados para a imprensa”. Decisão RICO em 404-05.

A. O que é a Amazon Watch?

A Amazon Watch é uma organização “sem fins lucrativos”, localizada em Oakland, Califórnia. Enquanto a Amazon Watch afirma que sua missão é “proteger a floresta tropical e promover os direitos dos povos indígenas da Bacia Amazônica”, a organização tem, de fato, colaborado estreitamente para o avanço das exigências extorsivas equatorianas para pressionar a Chevron em um litígio multibilionário desde o início. Anexo 7. A Amazon Watch fez isso sob o pretexto de uma “campanha” que chama de “Chevron: Clean Up Equador” (“Chevron: Limpe o Equador”). Anexo 8. Como parte desta campanha, a Amazon Watch mantém vários sites anti-Chevron e contas nas mídias sociais, incluindo www.chevrontoxico.com e @chevron_toxico, que Donziger admite que foram financiados pelos demandantes equatorianos. Anexo 5. Vários funcionários da Amazon Watch se envolveram na campanha anti-Chevron, incluindo a sua ex-diretora executiva, Atossa Soltani, a sua atual diretora executiva, Leila Salazar-López, Paul Paz y Miño, Kevin Koenig, Mitch Anderson e Han Shan. Anexo 9.

A Amazon Watch foi muito bem recompensada financeiramente por seu apoio aos demandantes equatorianos. De acordo com a análise de Troy Dahlberg, especialista em contabilidade forense da KPMG e que testemunhou no julgamento RICO, representantes e financiadores dos demandantes equatorianos doaram mais de meio milhão de dólares para a Amazon Watch, incluindo US$216.000 do ex-advogado e financiador Joseph Kohn e sua empresa Kohn, Swift & Graf, e US$100.000 da Rainforest Action Network, outro defensor dos demandantes equatorianos, e do emprego anterior de Soltani, Salazar-López e Koenig. Anexo 30, 105, 106. Os relatórios anuais mais recentes da Amazon Watch também identificaram doações de pelo menos US$25.000 do The Rising Group, que trabalhou para os demandantes equatorianos. Anexo 10 a 32. A Amazon Watch, por sua vez, canalizou dezenas de milhares de dólares para a “Frente de Defensa de la Amazonia”, organização equatoriana de fachada dos demandantes no Equador, que é apontada como a única beneficiária do julgamento fraudulento, que de fato está diretamente financiando o litígio. Anexo 11.

B. A Extorsão da Chevron pela Amazon Watch

A Amazon Watch tem sido uma das líderes em uma campanha de pressão e chantagem com a intenção de forçar a Chevron a pagar bilhões para resolver o litígio fraudulento equatoriano. Esta pressão tem como base informações falsas, incluindo três dados falsos apresentados no litígio equatoriano. Anexo 12. A Amazon Watch repetiu essas “três grandes mentiras” em comunicados para a imprensa, artigos e cartas ao governo, mesmo depois que soube que eram cientificamente infundados:

  • A indenização estimada em US$6 bilhões pelo cientista ambiental norte-americano David Russell, que mais tarde desmentiu o valor e proibiu os demandantes de continuar a usá-lo, chamando-o de um “palpite cientificamente grosseiro”, que foi “fortemente influenciado” por Donziger e pelas falsas informações fornecidas por ele. Anexos 13, 14; Decisão RICO em 406, 583.
  • Os US$27 bilhões em prejuízo estimados por Richard Cabrera, perito supostamente “neutro e independente” especialista em danos, que foi nomeado pelo tribunal. Como evidência que a Chevron provou mais tarde, Cabrera foi “escolhido a dedo por Donziger porque ele iria cooperar com os demandantes [equatorianos]”, seu “relatório foi planejado e escrito pelos demandantes [do Equador] e pela firma Stratus”, e Cabrera “simplesmente participava colocando o nome dele no relatório e agindo o tempo todo sob o falso pretexto - incentivado pelos demandantes equatorianos - de que o relatório era um trabalho independente feito por ele mesmo”. Decisão RICO em 463-64.
  • A farsa que a Chevron causou derramamentos de petróleo no Equador equivalentes a “30 vezes os registrados no caso Exxon Valdez”, que os próprios especialistas científicos de Donziger disseram a ele que estava totalmente errada, e que Donziger admitiu que vinham dos seus “próprios cálculos”. Anexos 15, 16.

A Amazon Watch e Donziger trabalharam lado a lado para conceber e executar esta campanha de pressão, que foi descrita como a intenção de “continuar impondo uma enorme pressão sobre a Chevron”. Anexo 17. A campanha incluiu cartas incitando a SEC a “abrir uma investigação” sobre a Chevron por supostas violações de “regulamentos que regem obrigações na divulgação aos acionistas sobre ações judiciais contra a companhia, devido a uma catástrofe ambiental relacionada com o petróleo no Equador”, tendo como base a estimativa de compensação de US$6 bilhões desmentida por Russell. Anexo 18. Donziger elogiou a carta como uma “grande vitória” para a Amazon Watch após um investigador da SEC lhe dizer meses depois que estava investigando ativamente a Chevron, apesar de ele ter admitido que era falsidade. Anexo 19.

A Amazon Watch continuou a contar com a estimativa de US$6 bilhões em remediações mesmo depois que Russell desmentiu esse valor e Donziger admitiu para Soltani que “os seis bilhões de dólares estão por aí. A realidade é, com base no que esse cara está me dizendo, [a remediação] custaria menos que isso. Significativamente menos que isso...” Anexo 20. A Amazon Watch, em seguida, passou a divulgar a “independência” do Cabrera em outra carta para a SEC e em inúmeros comunicados para a imprensa e artigos. Anexos 21-22.

A Amazon Watch não limitou seus ataques à companhia, como também propôs uma estratégia de “ameaçar” os diretores da Chevron a “níveis de conforto pessoal”, alegando que “são particularmente vulneráveis à pressão direta e via alvos secundários”. Anexo 23. A Amazon Watch enviou ao novo presidente da Chevron, John Watson, uma carta ameaçando que “até a Chevron tomar medidas significativas para resolver este caso, continuará com os processos nos tribunais do Equador, assim como no tribunal da opinião pública mundial... Nós não fazemos essas insinuações de forma leve ou simbólica”. Anexo 24. A Amazon Watch também afirmou, no seu relatório anual de 2013, de ter “posto o presidente da Chevron John Watson na berlinda” e “pediu a sua demissão” na reunião anual dos acionistas da companhia em 2013. Anexo 10, 9.

A Amazon Watch também se comprometeu em uma campanha para induzir os acionistas institucionais a votarem em resoluções que pressionassem a Chevron para resolver o litígio fraudulento. Ajudou a redigir uma resolução acionista patrocinada pela Controladoria da cidade de Nova York em 2009, insistindo por uma solução por parte da Chevron. Anexo 25. Em um flagrante esquema de pagar para ver, a Amazon Watch apoiou o controlador financeiro do estado de Nova York Thomas DiNapoli com uma resolução de acionistas para que a Chevron saldasse a dívida mesmo de ter divulgado a fraude através de processos de intimação nos Estados Unidos. Como o New York Times relatou, “arquivos da campanha estatal mostram contribuições de vários milhares de dólares para a campanha do Sr. DiNapoli na época, realizadas pelo Sr. Donziger e outros que estavam do lado dos demandantes”. Anexo 26; Anexo 27; Anexo 28; Anexo 29.

A Amazon Watch não se intimidou com a evidência indiscutível de fraude revelada pela Chevron e detalhada em sua denúncia RICO, apresentada em fevereiro de 2011. No entanto, apesar deste aparente apoio contínuo, uma pessoa da Amazon Watch sequer testemunhou no julgamento RICO, em 2013, para apoiar Donziger ou a exatidão do processo equatoriano. O julgamento RICO, emitido em março de 2014, detalhou os vários crimes envolvendo Donziger e a equipe dos demandantes equatorianos, incluindo suborno, extorsão, fraude eletrônica, fraude postal, e lavagem de dinheiro. Em resposta, a Amazon Watch prometeu ajudar a executar a sentença e “educar tanto o público em geral como os tomadores de decisões” nos países em que as medidas de aplicação foram apresentadas. Anexo 31 em 23. Esses relatórios nem sequer mencionam Donziger ou sua conduta criminosa determinada pelo tribunal que emitiu a decisão RICO.
 

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