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Quanto o Equador gastou em operações secretas para proteger Assange?

Hot Air - Ed Morrissey 23/05/2018

Desde que Julian Assange se refugiou na embaixada equatoriana em Londres para evitar ser preso devido a um mandado da Suécia, manifestantes realizaram protestos regulares para “LIBERTAR ASSANGE!”. No entanto, ele está longe de ser liberto, segundo documentos obtidos pelo The Guardian. O Equador gastou mais de cinco milhões de dólares não apenas em segurança para Assange, como também para operações “secretas” e coleta de informações durante sua estadia.

Lembre-me novamente do que o Wikileaks faz:

 

O Equador financiou uma operação de espionagem multimilionária para proteger e apoiar Julian Assange na embaixada equatoriana no centro de Londres, contratando uma empresa internacional de segurança e agentes secretos para monitorar seus visitantes, os funcionários da embaixada e até mesmo a polícia britânica, de acordo com documentos vistos pelo The Guardian.

Em mais de cinco anos, o Equador investiu pelo menos $5 milhões (3,7 milhões de libras esterlinas) em um orçamento secreto de inteligência que protegia o fundador do WikiLeaks enquanto ele recebia visitas de Nigel Farage, membros de grupos nacionalistas europeus e indivíduos ligados ao Kremlin. …

Documentos mostram que o programa de inteligência, chamado “Operation Guest” (Operação Convidado), que mais tarde ficou conhecido como “Operation Hotel” (Operação Hotel) - junto com ações secretas paralelas - teve um custo médio de pelo menos US$66.000 por mês com segurança, coleta de inteligência e contrainteligência para “proteger” um dos fugitivos mais famosos do mundo.

Uma investigação do The Guardian e da publicação Focus Ecuador revela que a operação teve a aprovação do então presidente equatoriano Rafael Correa e do então ministro de Relações Exteriores, Ricardo Patiño, segundo fontes.
 

Isso parece um pouco fora do padrão para o fundador do Wikileaks, cujo principal esforço foi expor as operações de inteligência dos Estados Unidos e de outros países ocidentais. O Wikileaks pouco hesitou em compartilhar informações altamente confidenciais mesmo com as objeções das autoridades que argumentam que esta exposição põe seus cidadãos em risco. Inexplicavelmente, não parecem aplicar o mesmo padrão quando se trata da proteção do seu próprio povo. Vai entender.

Contudo, isso tem um reflexo muito pior no Equador do que em Assange, cujo instinto de autopreservação é compreensível, mesmo que não seja louvável. O dinheiro foi além da segurança e até da inteligência para relações públicas. O Equador gastou quase US$200.000 em 2014 somente em consultores de mídia para melhorar a imagem de Assange, incluindo a publicação de um artigo de opinião no próprio The Guardian, segundo o documento.

E o que o Equador obteve com o seu investimento em Assange? Ele hackeou as comunicações da embaixada para obter acesso irrestrito à Internet, de acordo com a documentação revisada pelo The Guardian. Os prestadores de serviço contratados para monitorar a vigilância da embaixada por vídeo avisaram ao Equador que Assange também estava recolhendo informações sobre as operações do Equador, embora Assange, em todo caso, não tenha cuspido no prato em que come - ainda. Talvez Assange estivesse sentindo a necessidade de ter um pouco de segurança, por assim dizer.

Até agora, o Equador não forçou a saída de Assange, então o relacionamento parece ainda estar dando certo. O que o Equador ganha com esse circo ainda é difícil de determinar, mas talvez haja preocupação com o que poderia ser revelado se mandassem Assange embora. Talvez seja melhor para o Equador manter Assange sob controle agora.

===

Não é a primeira vez que o Equador passa vergonha no cenário mundial, é claro. Seus tribunais tentaram defraudar a Chevron em $18 bilhões há alguns anos, apenas para que o esquema explodisse na cara deles, não muito ao contrário do caso de asilo de Assange. Eles receberam grande ajuda de celebridades de Hollywood, que trabalharam com o advogado de Nova York Steve Donziger para apoiar a ação judicial, a qual mais tarde foi exposta como uma fraude grotesca. Donziger manteve um diário, que terminou sendo uma prova em processos judiciais nos Estados Unidos, e as revelações são... diríamos, deliciosas, como Phelim McAleer descreve:

 

Minha nova peça expõe como os ambientalistas realizaram a maior fraude do mundo, como a imprensa ajudou a promover a fraude e como eles quase conseguiram se safar.

A peça, chamada “The 18-Billion Prize” (O Prêmio de 18 Bilhões), estreará no Teatro Phoenix em São Francisco no dia 19 de maio e ficará em cartaz até 3 de junho.

Eu co-escrevi o texto com Jonathan Leaf para contar a história de uma ação judicial, comandada pelo advogado de Nova York Steven Donziger, contra a petroleira Chevron. A ação judicial alegava que a Chevron tinha destruído a floresta tropical no Equador e envenenado os nativos. Foi bem-sucedida, e um tribunal equatoriano concedeu aos demandantes a escandalosa quantia de $18 bilhões. Sim, BILHÕES. Esta foi a maior sentença emitida por um tribunal civil até então, mas TAMBÉM foi a maior fraude da história.

Não ouviu falar sobre isso? Engraçado. A mesma imprensa que incessantemente reportou sobre a chamada “poluição” ficou bem quietinha quando se revelou que o caso era uma fraude. E o grupo de celebridades de Hollywood que ajudou a promover a fraude também ficou bem quieto recentemente. Sim, eu estou falando de você Sting, Mia Farrow e Danny Glover.

A peça mostra como os demandantes, comandados por Donziger, subornaram o juiz e escreveram em segredo a sentença que lhes atribuiu essa enorme indenização. E eles receberam ajuda em sua fraude de uma animada imprensa que relatou as alegações como fatos, mas ficou em silêncio quando a verdade foi revelada.

O alcance da fraude foi enorme e, às vezes, grotesco. Além de subornar juízes, eles usaram palavras codificadas ridículas para descrever os pagamentos secretos. Isso tudo foi revelado quando um tribunal de Nova York, percebendo que algo estava errado, ordenou que Donziger entregasse seus documentos. Nesses documentos e agendas, Donziger admitiu subornos ilegais a juízes e autoridades judiciais, enquanto se perguntava se tinha “feito negócio com o diabo”.

A peça revela todos os incríveis detalhes, e temos um elenco incrível com a direção de Richard Kuhlman. Ele adora a peça e já fez algumas mudanças e sugestões impressionantes. É divertidíssima em algumas partes, revelando a loucura e a hipocrisia das celebridades que foram ao Equador para “apoiar os nativos”. Acontece que alguns deles receberam secretamente uma verdadeira fortuna, e você vai rir e chorar quando assistir como eles se comportavam quando achavam que as câmeras estavam desligadas. Eles também não sabiam que tudo havia sido registrado nos diários de Steven Donziger.

 

Phelim ainda está arrecadando dinheiro para a empreitada através do IndieGoGo, o website de crowdfunding pelo qual financiou com sucesso seu próximo filme, sobre o assassino em série Kermit Gosnell, e sua primeira peça, Ferguson. Se tiver interesse em ajudar a expor a fraude equatoriana contra a Chevron, aproveite para contribuir com o que puder e, se estiver em São Francisco durante esse período, compre seus ingressos agora no website do Phelim.

 

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      Suprema Corte de Nova Iorque Suspende Licença de Advogado Envolvido em Processo Equatoriano Fraudulento

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    • 11/07/18Caso Chevron

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      Um juiz federal de Nova York rejeitou na quarta-feira as objeções apresentadas por um advogado após um parecer ter determinado que uma sentença de poluição por petróleo de US$9,5 bilhões, a qual ele ajudou a obter contra a Chevron Corp. no Equador, foi fraudulentamente produzida e não poderia ser executada, determinando que ele estava tentando frustrar decisões desfavoráveis.

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      O Ministério Público Federal da Argentina recomendou que uma corte de apelação rejeite uma tentativa dos advogados dos autores da ação de executar nesse país uma sentença equatoriana fraudulenta de $9,5 bilhões contra a Chevron Corporation, que tem sua matriz nos Estados Unidos.